Como era a comida de rua há 200 anos?

Para muitos, a comida de rua pode parecer um fenômeno recente. Mas não é.

Já no início do século XIX o pintor francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) retratou a comida de rua no Rio de Janeiro, onde viveu por 15 anos. Retratando a então capital do Império e suas atividades cotidianas, Debret deixou em seu livro a Viagem pitoresca e histórica ao Brasil um relato detalhado do comércio de nas ruas cariocas.

Estão aí as ex-escravas vendedoras de milho, usando pulseiras e turbantes, e homens que carregam linguiças apimentadas, suspensas em varas. Outras guloseimas são o aluá, bebida de água de arroz e açúcar, os manuês (folhados recheados de carne) os sonhos (fatias de pão com melado) e o angu (carne e miúdos com banha de porco, azeite de dendê e pimentões), vendido por mulheres baianas em suas quitandas ou nas praças.

por Cristiana Couto 

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